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Os coronéis da Igreja





I Pe 5.2-3 - Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho.

O coronelismo surgiu no Brasil na época da colonização, justamente quando da criação da figura do donatário e da divisão do Brasil em capitanias hereditárias.


Apesar de ter influenciado fortemente na vida sociopolitica brasileira no passado, o coronelismo não foi esquecido e tem passado por grandes metamorfoses chegando até ao atual mundo globalizado. Dessa forma, o coronelismo sempre fez parte da cultura brasileira e, nos dias atuais, tem influenciado fortemente no campo religioso, em especial no segmento evangélico.


Os coronéis, também conhecidos como “senhores feudais”, eram, na maioria das vezes homens cruéis, autoritários e ambiciosos que buscavam a todo o custo aumentar suas posses. Seus interesses estavam sempre em primeiro lugar e seus objetivos deveriam ser atingidos ainda que em detrimento de outrem.

De certa forma, esse espírito coronelista esta incutido na personalidade do brasileiro, o que não muda, ainda que o indivíduo abrace a graça de Deus e a salvação que há em Cristo Jesus. Justamente por isso, o apostolo Pedro deixa esse conselho maravilhoso em sua epistola: I Pe 5.2-3. A falta de entendimento de ensinamentos como esses contidos nas Escrituras, tem contribuído em muito para que os líderes da atualidade deixem para trás muitos soldados feridos, a exemplo dos coronéis do passado que buscavam defender tão somente seus interesses, ainda que isso resultasse em prejuízo a seu próximo.

A ambição por riquezas e a sede por poder são duas das características principais do coronelismo que, infelizmente, tem feito parte da vida da maioria desses lideres. Esse estado de espírito unido aos efeitos da globalização tem os levado a se distanciarem da Verdade (I Jo. 2. 15-17) ficando todos sujeitos a pratica de pecados como cobiça, a soberba e a prevaricação. Contrariando os ensinamentos das Escrituras (I Tt 1.7), tais lideres comprometem a Palavra de Deus e os princípios do Reino de Deus.

É lastimável que a igreja da atualidade enfrente problemas como esses, assim como os enfrentava a igreja primitiva:

III Jô 1.9-10 - Escrevi alguma coisa à igreja; mas Diótrefes, que gosta de ter entre eles a primazia, não nos recebe. Pelo que, se eu aí for, trarei à memória as obras que ele faz, proferindo contra nós palavras maliciosas; e, não contente com isto, ele não somente deixa de receber os irmãos, mas aos que os querem receber ele proíbe de o fazerem e ainda os exclui da igreja.

Atitude dominadora e coronelística como a de Diótrefes é muito vergonhosa levando-se em conta que estamos tratando da Igreja de Cristo. Jesus combateu terminantemente esse tipo de atitude ao mostrar aos seus discípulos que somente um sistema mundano completamente fora das diretrizes divinas faz dessa forma uso do poder:

Mc 10.41-44 - E ouvindo isso, os dez começaram a indignar-se contra Tiago e João. Então Jesus chamou-os para junto de si e lhes disse: Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.

Despotismo, tirania e coronelismo jamais devem fazer parte da vida de um líder. Ao contrário disso, o líder deve ser acima de tudo um exemplo vivo de Cristo:

I Co 11.1 - Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo.

Pr. Waldex Silva
De nosso livro: Reflexões teológicas da atualidade  
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