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Confiança: a medida certa

"Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor.” 
Confiar na honestidade das pessoas, no conselho de um parente, na discrição de um amigo próximo ou mesmo em nossa própria esposa ou esposo é um ato perfeitamente normal e saudável, porém, difícil se torna quando uma dessas pessoas trai nossa confiança principalmente quando nos calunia ou afronta por motivos escusos.

A letra mata

“Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.”
É impressionante a perspicácia de alguns lideres e até mesmo de alguns cristãos que, utilizam 2 Coríntios 3:6 para fugir de suas responsabilidades de obedecer as Sagradas Escrituras e também para evitar os estudos teológicos, quando se utiliza principalmente as regras da Hermenêutica, uma arte da interpretação honesta e honrosa das Escrituras. São justamente esses mesmos que apelam para as Escrituras a fim de defender uma "suposta" unção eclesiástica, a fim de se encontrar qualquer base para extorquir seus liderados com o propósito de se recolher ofertas exuberantes e profusas para cobrir suas despesas mal planejadas.

Serenidade, característica de um cristão leal a Cristo

“Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.”
           Vivemos tempos em que lideranças estão utilizando da Palavra de Deus para dirigir retaliações, hostilidades e desabafos contra pessoas a seu comando e sob sua liderança. Quem deveria ensinar o amor tem feito uso da Palavra de Deus muitas das vezes para ferir algum irmão.
Um coração cheio de rancor, onde brota a raiz de amargura corre grande risco de ficar privado da graça de Deus conforme nos ensina as Escrituras (Hb 12:15). Ao contrario disso, tais lideres deveriam estar clamando a Deus e se humilhando na presença do Senhor, como nos ensina o apóstolo Pedro (1 Pd 5:6).

Lealdade, sinônimo de probidade

“Mais vale o pouco com justiça, que muitos lucros sem probidade.”[1]
A lealdade é o respeito aos princípios e regras que norteiam a honra e a probidade, sendo esta segunda, por sua vez, uma qualidade encontrada em homens íntegros e retos. Um exemplo disso foi Ester que nos deixou um grande exemplo de lealdade ao Senhor, fato esse narrado por Joseph Comblin[2] em seu Comentário Bíblico:
A oração de Ester é um lamento tradicional contra o paganismo e uma confissão de probidade. A interpretação grega, que faz de Ester uma espécie de salvadora do seu povo, descreve-as mais piedosamente do que os incidentes da historia comprovam. [...] Esta é a única adição grega à narrativa em si. Muda claramente o sucesso de Ester de sua beleza e astucia para a iniciativa de Deus, que faz todas as coisas acontecer com exatidão.

A grandeza da humildade

Um obreiro aprovado precisa ser essencialmente uma pessoa humilde.
A humildade é a fortaleza dos fieis. Jesus afirmou:
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus (Mt 5.3)
Em Mateus vemos o seguinte relato:
E, eis que veio um leproso, e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. (Mt 8:2,3)
Ao contrario de muitos cristãos dos dias atuais aquele homem leproso não exigiu nada de Cristo, não procurou manipulá-lo e sim se colocou na Sua inteira dependência. O homem que reconhece sua inteira dependência de Deus, que se humilha como bom um servo Seu e que confia em Seu cuidado, alcança de Cristo a Sua Misericórdia.

A soberba e a ignomínia

A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito. (Pv 29:23)
Está muito claro aqui o que as Escrituras nos ensinam: não existe honra sem humildade. O verdadeiro servo de Deus arrependido sabe que Deus se agrada de um espírito quebrantado e contrito.
Ó Deus o meu sacrifício é um espírito humilde, tu não rejeitarás um coração humilde e arrependido. (Sl. 51:17)
Conquistamos nosso perdão pela justiça de Deus através de Cristo, o que nos é concedido pela fé:
E seja achado nele, não tendo como minha justiça a que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé (Fp 3.9). 
Jesus apregoou perdão e livramento a todos que o seguiam, conscientizando sempre aqueles que eram beneficiados sobre a eficácia da fé (Lc 7.50; 8.48; 17.19). Deus sempre honrou nossa fé, quando confiamos piamente nEle de todo o coração. Nosso Deus é soberano e honra a todos aqueles que o honram.

A Eleição e a Presciência de Deus

Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor. E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade. Ef 1:4-5

Pois aqueles que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou. Rom 8:29-30

A eleição dos santos é um assunto que sempre teve e sempre terá muitos opositores, visto ser mal compreendida, distorcida e contrariada pela mente carnal. Não obstante, é um principio fundamental da obra redentora de Cristo e de Sua Maravilhosa Graça Salvadora. Ela é a expressão da Soberania de Deus, de Sua Graça e de Seu Amor Infinito para com a humanidade, porém, como já dita, mal compreendida.

Insensatez: O empecilho para a uma vida vitoriosa

Naamã foi orientado por sua criada a procurar o profeta Elizeu para que fosse curado de sua lepra. Porém o profeta o mandou lavar-se no rio Jordão 7 vezes, por isso, ele ficou irado e retrucou:

“Eu pensei que ele iria invocar o nome do Senhor teu Deus e passaria seu manto sobre a lepra e eu seria curado”.

Observe sua insensatez e seu pré-conceito de como deveria ser curado:

“Se o que eu preciso é de um rio, então voltarei para Síria para me lavar nas águas cristalinas do Rio Abana o do Rio Farfar e não naquele lamacento Rio Jordão”.

Alianças perigosas e os falsos avivamentos

I Rs 22.4 Então, perguntou a Josafá: Irás tu comigo à peleja, a Ramote-Gileade? Respondeu Josafá ao rei de Israel: Serei como tu és, o meu povo, como o teu povo, os meus cavalos, como os teus cavalos.

Samaria, centro de apostasia e de idolatria, lugar onde habitava Acabe. Como pode um homem assim ter aliança com um rei temente a Deus?

Josafá era um bom rei, temente e obediente a Deus (2Cr 17.1-19); porém, tinha um grande defeito: quando se tratava de alianças sempre cometia erros. E isso ocorreu por 3 vezes: em uma aliança comercial (2Cr 20.35-37); no casamento de seu filho Jorão com Atalia, filha de Acabe (2Cr 21.6); e na aliança militar (IRs 22.4). E essa aliança teve drásticas consequências (2Cr 19.2)