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Vasos de honra e desonra

II Tm 2:20 - Ora, numa grande casa, não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de madeira e de barro; e uns, na verdade, para uso honroso, outros, porém, para uso desonroso.

O assunto em questão é muito complexo e de difícil entendimento para alguns, porém, a luz das Escrituras toda duvida se dissipa e o perfeito entendimento se revela a aqueles que buscam o conhecimento de Deus.

A bíblia é bem clara quando fala desses dois tipos de vaso e c os cita como sendo também vasos de misericórdia que Deus de antemão preparou para a glória e vasos da ira preparados para a perdição.

Romanos 9:22  - E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que de antemão preparou para a glória.

Porém, muitos questionam o assunto alegando que Deus jamais criou alguém para perdição, o que é uma pura realidade. Mas então, se Deus jamais criou alguém para perdição como explicar então os versos em questão.

É simples e óbvio. Vejamos Rm 9:17-18:

Pois diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei: para em ti mostrar o meu poder, e para que seja anunciado o meu nome em toda a terra. Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece.

Apesar do versículo acima atribuir o endurecimento do coração de Faraó a Deus, devemos entender que tal endurecimento não foi resultado da Vontade diretiva de Deus, mas sim de sua Vontade permissiva. Deus apenas manteve Faraó em circunstancias que ele próprio criara, circunstancias essas que mantiveram sua resistência. Deus tem poder para mudar o coração de qualquer homem, no entanto, se assim Ele o fizesse com Faraó, jamais poderia mostrar nele o Seu Poder.

Todo esforço do ser humano em fazer o mal pode até ser permitido por Deus, no entanto, não significa dizer que Deus direciona o homem para esse fim. Circunstancias assim são criadas pelo próprio homem, e para o próprio homem o mal retorna.

O livro de Provérbios 26:27 diz:

O que faz uma cova cairá nela; e a pedra voltará sobre aquele que a revolve.

É muito fácil de entender, mediante a esses versos, que toda e qualquer circunstancia que criamos nos trará a sua conseqüência.

Assim, podermos deduzir que, no caso de Faraó, Deus não o criou para ser endurecido, porém, nas circunstancias em que ele estava, por ele próprio criada, ele tinha todo direito de escolher em se arrepender e voltar atrás, mas não o fez. Preferiu continuar no erro por sua livre vontade.

Da mesma forma é o que ocorre com as pessoas, mas o grande desejo de Deus é que todos os homens sejam salvos:

I Tm 2:4 - o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Deus jamais criou homem algum para ser vaso da ira, da perdição ou de desonra. Muito pelo contrário, são os homens que, como Faraó, criam suas próprias circunstancias e rejeitam o conhecimento de Deus tornando-se assim, vasos da ira, preparados para a perdição.

Sobre estes que tropeçam na palavra, sendo desobedientes rejeitando o conhecimento de Deus são os quais se referiu apóstolo Pedro:

I Pe 6-8 - Por isso, na Escritura se diz: Eis que ponho em Sião uma principal pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido. E assim para vós, os que credes, é a preciosidade; mas para os descrentes, a pedra que os edificadores rejeitaram, esta foi posta como a principal da esquina, e: Como uma pedra de tropeço e rocha de escândalo; porque tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados.

Pr. Waldex Silva
De nosso livro: Reflexões teológicas da atualidade 
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